quinta-feira, novembro 04, 2004

Pensar o "Tempo" (1ª parte).


Pensar o "Tempo".
Estou tentando arrumar um "tempo" aqui nas minhas elucubrações diárias para escrever sobre o "Tempo". Quando o fizer, começarei pelo primeiro (tempo) filósofo que falou sobre esta categoria existencial, o Tempo", que foi Santo Agostinho. Só que - sabemos - bem antes dele, a Bíblia já nos dizia: "Há um tempo para todo o propósito debaixo dos céus". É verdade.
Agora, por hora, eu queria especular do seguinte modo:
O tempo é a categoria existencial abstrata que é a mais concreta em nossas vidas.
Você já parou para pensar o quanto o tempo é real nas nossas vidas, assim como o é, na mesma, medida a categoria, também abstrata, "espaço"?. Você já parou para pensar que o que você fez ontem jamais voltará a ser o hoje, o agora, nem, muito menos, o amanhã? Já parou para pensar na grandeza existencial que ocorre na sucessão dos dias nas nossas vidas?
Hoje, estou aqui a escrever isso. Amanhã, quando ler, vou lembrar disso aqui, mas nunca mais estarei aqui, como estou agora. Na minha vida, nada restará amanhã desse agora, só laivos na minha mente.
Nisso tudo, destarte, eu perguntaria: o que é a verdade, então? O ontem, também, é a verdade? O amanhã é, hoje, também, a verdade ou o amanhã só será verdade amanhã, quando de fato virar o hoje? Ou a verdade é somente uma categoria presencial, isto é, é tão-somente aquilo que estou a fazer neste momento?
O tempo nos deixa muitas interrogações.
Uma coisa é certa: ele, o tempo, é o que de mais abstrato e, ao mesmo tempo, mais concreto há na existência humana.
Concorda?
Conversaremos mais sobre isso depois.

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